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O estudo do potencial humano na Psicologia contemporânea: A corrente Humanista e a corrente Transpessoal
Nesse contexto, consideramos útil e necessário reconhecer nossos avanços, resgatar nossa auto-estima, enxergar nossos êxitos, louvar nossa criatividade, não nos limitando a enxergar nossos problemas. São muitos os problemas, mas também são muitos os êxitos e avanços que vimos alcançando em nossos países latino-americanos. O discurso crítico, que não é homogêneo, mas, ao contrário, contém distintas concepções de ciência e de mundo, avançou, aparentemente, mais do que as práticas. Mas também se observam, sobretudo nos últimos anos, práticas inovadoras que estão na base de novas e mais realistas expectativas a respeito do modo como a Psicologia Educacional pode favorecer a criação de condições apropriadas ao desenvolvimento e à aprendizagem, no âmbito de uma educação de qualidade, que recoloca no centro das preocupações a ética individual e social. Os psicólogos escolares em cuja prática manifesta-se essa nova perspectiva, embora não sustentem um discurso único, desenvolvem ações compatíveis entre si, ou seja, semelhantes nos objetivos e nos resultados. As críticas formuladas permitiram o reconhecimento de teorias e práticas consideradas inapropriadas para nossa realidade social. Tais práticas abusaram da psicometria, geraram diagnósticos e prognósticos mal fundamentados que transformaram indivíduos em problemas, diferenças em doenças.
Quais são as 7 escolas da psicologia?
O presente texto aborda questões relativas à construção da psicologia social comunitária no Brasil e as interfaces deste processo histórico com a formação profissional. Ponto de Saúde psicologos volta redonda , apóia-se em dados sobre o contexto histórico e social brasileiro no decorrer da efetivação das práticas psicológicas em comunidades. Finalmente, o estudo propõe reflexões quanto ao descompasso entre a formação e os fenômenos sociais contemporâneos. A nova fase, na qual está entrando a Psicologia Educacional no Brasil, e possivelmente na América Latina, é identificada através do reconhecimento de novas práticas que resgatam a dívida social e escolar ainda ativa. A dívida social a que nos referimos é um resultado da formação anterior e de atuações que acabaram por colocar o profissional de Psicologia quase que exclusivamente a serviço dos estratos privilegiados da população, favorecendo assim os processos de exclusão social e de manutenção de estigmas e preconceitos.
Como se chamava a primeira escola de psicologia?
Àqueles que estiverem dispostos a enfrentar uma clínica do real, a psicanálise propõe, ao final da análise, a defrontação com a falta, tendo que se haver com o reconhecimento das frustrações, das perdas e seus danos. Afinal somos seres humanos e não maquínicos e dessa forma constitutivamente desamparados devida a nossa própria condição de humanidade. A sociedade em transformação e os novos paradigmas de ciência suscitam, desse novo psicólogo escolar, reflexões e ações que minimizem sua insatisfação e ineficiência ao enfrentar as dificuldades que o trabalho em condições adversas lhe traz. Essas transformações e os novos paradigmas que emergem expressam-se em políticas públicas que demandam posturas e compromissos com a realidade brasileira e com suas minorias. Expressam-se também nas necessidades e compromissos éticos com a inclusão e integração de diversas minorias na escola, com as quais os novos psicólogos escolares atuam. Nas universidades era grande a preocupação com a renovação dos currículos dos cursos de Psicologia, em busca de mudanças que melhor respondessem às novas necessidades de formação. Muitas análises já atribuíam as inadequações da atividade do psicólogo educacional às insuficiências da formação, tanto teórica quanto prática, além da precariedade dos estágios realizados em escolas.
Quem foi o primeiro psicólogo?
De certo, o clima na idade média favorecia a fabricação da loucura, cujo processo e cujo produto Thomas Szasz analisa em obra contundente (1974) e de que o Malleus Maleficarum dá o mais eloquente testemunho. Clima que seria reforçado pelo ambiente dos hospitais gerais e pelos fatores culturais subjacentes à idéia de sua criação. Havia os epilépticos e os falsos epilépticos , numa vã tentativa de alcançarem um tratamento mais humano (não se dizia que os doentes mentais tinham resistência animal, podiam suportar as mais duras intempéries? ). É possível que o trabalho de Wundt tenha terminado por ser uma tentativa abortada de construir uma psicologia pura, como pretende John Beloff (1975, p. 41). Pois a maiêutica é o caminho pelo qual Sócrates especula ou dirige a especulação, centrado sobre o tema e talvez orientado pelas idéias previamente elaboradas. Com relação ao número de autores, observou-se maior percentual de artigos com dois autores (41%), seguido pelo percentual de artigos com um autor (24%) ou com três autores (18%), e com o restante (17%) oscilando entre artigos de quatro a 13 autores.
Formação, demanda e ética em perspectiva
A farta ocorrência de fenômenos paranormais em estados de consciência alterada têm levado os psicólogos transpessoais não só a uma aproximação da Parapsicologia e seus métodos, como autorizado a utilização, com fins terapêuticos ou de investigação, dos poderes psíquicos do próprio pesquisador ou profissional de ajuda. A aceitação da trans-corporeidade e da trans-humanidade da consciência tem permitido o desenvolvimento de abordagens e metodologias de trabalho que adotam concepções reencarnacionistas, projeções extra-corpóreas da consciência, comunicação com pessoas já falecidas, ou mesmo com consciências não humanas, inclusive inteligências extra-terrestres ou de outras dimensões não conhecidas da realidade. Autorizado pelos conceitos de sincronicidade e interconexão trans-espaço-temporal entre eventos, há significativo interesse em investigar, ou utilizar como técnica coadjuvante de atuação, a Astrologia e os chamados métodos mânticos, como o I Ching e o Tarô. Ao falar aqui de algumas dessas tendências especialmente polêmicas, desejo frisar minha posição de ser contrário à exclusão apriorística e preconceituosa de qualquer abordagem nova, especialmente porque considero que a abertura ao novo é a principal alavanca do progresso científico. Se abusos existem, e certamente os há naquelas adesões modísticas ou comercialmente motivadas, é o ceticismo e a sobriedade do rigor científico, corolário da abertura ao inusitado, e não o preconceito, que devem ser utilizados para combatê-los. Mesmo métodos e técnicas tradicionalmente associados às anteriores Forças da Psicologia encontram larga utilização nos meios transpessoais, a partir de redefinições ampliadoras dos conceitos teóricos em que se fundamentam. Do Behaviorismo, destaca-se o uso que tem sido feito dos conceitos e técnicas de modelagem e descondicionamento.
Já entre os estudos orientados pela Psicologia Social Psicológica, a tendência maior foi pelos estudos quantitativos de natureza correlacional ou comparativa (47%), seguidos pelos estudos voltados ao desenvolvimento ou adaptação de instrumentos de medida (17%) e pelos de natureza teórica (11%), havendo um pequeno número de estudos associados a metodologias experimentais, quantitativo-descritivas ou qualitativas. Por fim, no conjunto de trabalhos alocados na vertente da Psicologia Social Sociológica, constatou-se que a maioria optou pela associação de metodologias qualitativas e quantitativas (56%) ou pela adoção de metodologias qualitativas (21%), seguida pelos estudos teóricos (10%) e com um pequeno número utilizando somente metodologias de cunho quantitativo. Uma extensão do trabalho de Moscovici é a teoria do núcleo central, que foi proposta por Abric (1994) e defende que toda representação social organiza-se em torno de um núcleo central e de elementos periféricos. O núcleo central consiste no elemento essencial da representação, em função de organizá-la e lhe dar sentido. Ele é mais rígido e ancora-se na memória coletiva do grupo, em suas condições históricas e sociais. Sua função é proteger a estabilidade do núcleo central e permitir a adaptação de grupos e indivíduos a situações específicas.
Qual abordagem da Psicologia e mais científica?
Além disso, vivemos uma era marcada essencialmente por relações caracterizadas por certa impessoalidade, a julgar pela "comercialização das relações humanas", até mesmo no seio familiar, no que diz respeito à educação e desenvolvimento das crianças. Tal tarefa tem sido atribuída, cada vez mais, a várias esferas sociais, primordialmente, às instituições educacionais, quando não a babás e cuidadores profissionais. No contexto psicanalítico, de acordo com a interpretação de Georges Politzer (1969, 1973), a objetividade é representada antes de tudo pelo relato obtido através da associação livre. Sem fugir ao compromisso intencionalmente assumido por seu projeto, de explicar a personalidade, de alcançar o mais profundo da experiência subjetiva, a psicanálise atua a partir do discurso do sujeito. Apesar de representarem diferentes modelos, um, elementarista, o de Wundt e Titchener, outro, fenomenológico, o de Bretano, legaram ambos à nova psicologia nascente a herança de uma metodologia subjetiva, inevitavelmente subjetiva, incômoda herança havia séculos repassada e que punha em questão todo o projeto científico da psicologia. Pois, à luz do positivismo dominante no início do século XX, pelo menos no tocante à concepção de ciência, pouco importaria a engenhosidade dos experimentalistas, se as informações disponíveis não tivessem a chancela do objetivo. Para desempenhar tais tarefas, vale dizer, para realizar os estudo dos fenômenos psíquicos, compreendidos como atos, o psicólogo deveria,, na concepção de Brentano, utilizar a introspecção (1944, pp. 48 e ss.).
Lavater, Gall e Spurzheim foram os sistematizadores dessas explicações errôneas, mas em seu tempo, fascinantes.Seus resultados levam-no a concluir que as informações sobre as características pessoais do outro são organizadas em um todo coerente, que difere da soma das partes e pode ser modificado por peças críticas de informação que provocam a reorganização desse todo.Cheyne, como Robert Burton, fazia observações sobre seu próprio comportamento, pois se declarava ele mesmo enfermo.Tudo parecia convergir para um pensamento, que Watson apreendeu muito bem e soube exprimir com rara felicidade.As exceções, rigorosamente falando, reduzem-se a Ribot que imprimiu uma direção psicopatológica à psicologia francesa de seu tempo (cf. M. Reuchlin, 1963, pp. 60-63) e talvez Janet.No contexto do cognitivismo, o self é conceituado como um autoesquema, isto é, como uma representação mental que contém o conhecimento do percebedor acerca de si próprio, no que se refere a suas características de personalidade, papéis sociais, experiências passadas e metas futuras (Quinn & cols., 2003).
Discutia-se o papel do psicólogo no enfrentamento das dificuldades escolares dessas crianças, cujos índices de insucesso na escola chegavam a ultrapassar os 50%. Diante de tais dados já não era possível sustentar hipóteses que localizavam na criança individualmente considerada a explicação do “fracasso escolar”. Como mostram Cruces e Maluf (2007), desde o final do século XIX, a Psicologia e a Educação vinham-se articulando, cabendo à Psicologia aprofundar os conhecimentos relativos às diferenças individuais, explicar as dificuldades de aprendizagem e buscar métodos educacionais que pudessem garantir o sucesso dos alunos na escola. A Psicologia Clínica centra sua atuação em diversos contextos e problemáticas em saúde mental, enquanto a Psicologia da Saúde dá ênfase, principalmente, aos aspectos físicos da saúde e da doença (Kerbauy, 2002). Desenvolvendo uma reflexão epistemológica muito próxima das de Piaget e de Vygotsky, Wallon expõe sua posição filosófica, partindo de um questionamento do que seja ciência e o lugar da psicologia nela.
Negando-se a aceitar que o homem seja assim reduzido por tão pessimistas e desalentadoras visões, a Psicologia Humanista se afirma em um compromisso com uma visão otimista e engrandecedora, na qual as melhores qualidades e potenciais positivos manifestados pelos homens sejam valorizados como a própria essência da natureza humana. A crítica que a Psicologia Humanista faz à Psicanálise, centra-se sobretudo na visão pessimista, determinista e psicopatologizante que atribui à teoria de Freud, assim como na impessoalidade da técnica transferencial. Já algumas teorias de discípulos dissidentes de Freud são vistas com bons olhos e citadas como importantes influências em relação ao trabalho de destacados humanistas. São vistas com simpatia as teorias de Adler, Rank, Jung e Reich, assim como são bem recebidas contribuições da Psicanálise americana, representada por Horney, Sullivan, Erikson, e toda a corrente de Psicanalistas do Ego e Culturalistas em geral. Psicanalistas não ortodoxos, como Nuttin e Fromm, chegam mesmo a tornar parte ativa no Movimento.
Quão saudável ou não é essa realidade atual não há como dimensionar, mas, em princípio, parte dessa interferência pode ser captada por meio das grandes redes de apoio social que têm se desenvolvido no País, haja vista a demanda nas instituições de saúde mental e psicológica e o cenário do contexto escolar, que nos leva a pensar em sofrimento vivenciado coletivamente (ROCHA, 2004). Contudo, a história tem suas leis e o problema que começava a desafiar os psicólogos no início do século XX é hoje ainda mais premente, pois se tornou mais agudo e não encontrou na psicologia acadêmica o tratamento cientificamente adequado. A história vem apontando as vicissitudes do método objetivo, o qual vem se revelando incapaz de responder a suas necessidades. Pois, como escreve David Bakan (1973, p. 94), a sociedade necessita de uma psicologia mais apropriada a seus problemas.
No artigo de 1946, Heider desenvolve a teoria do equilíbrio, segundo a qual as pessoas tendem a manter sentimentos e cognições coerentes sobre um mesmo objeto ou pessoa, de modo a obter uma situação de equilíbrio. Quando esse equilíbrio se desfaz, elas vivenciam uma situação de tensão e procuram restabelecê-lo, mediante a mudança de algum dos elementos da situação. Tal princípio encontra-se na base das teorias da consistência cognitiva que irão proliferar nos anos seguintes. O objetivo do presente trabalho é fazer um breve balanço do estado atual da Psicologia Social, no plano nacional e internacional.